1/7/08
Consciência Eleitoral
Com a proximidade das eleições de outubro muito vai se falar em voto consciente e eleitor consciente. Mas o que realmente é esta consciência eleitoral? È sabido que a maioria das pessoas pouco se interessa por política, e nem se preocupa em acompanhar o jogo de poder. O interesse aumenta somente na época de eleição, até porque o cidadão é obrigado a votar. Poucos participam ativamente do processo eleitoral. Isto é evidente nos números: no Brasil cerca de apenas 9% do eleitorado de 126 milhões é filiado a partidos políticos.
O eleitor consciente é aquele que compreende, apesar dos problemas, que a política é um relevante instrumento do desenvolvimento de toda sociedade. Este eleitor analisa as propostas e conhece a história dos candidatos e partidos, acompanha os debates, participa de organizações sociais ou comunitárias, e eventualmente pode participar das reuniões políticas. Os eleitores conscientes entendem a importância do voto para a construção da cidadania, e que a política e os políticos, por vezes, não fazem por merecer o seu voto. Mas, sabem também, que ser cidadão implica em participar ativamente, repensando atitudes, e se necessário alternando pessoas e partidos no poder.
A confiança é condição primeira para qualquer relacionamento, em especial o de representatividade política. Embora os partidos políticos deixarem a desejar quanto a sua responsabilidade na seleção de membros, que está longe de ser rigorosa, chegando a alguns momentos divergir da ética da sociedade e beirar ao deboche, o eleitor deve selecionar pessoas confiáveis e com credibilidade para ocuparem os cargos públicos. A omissão da agremiação partidária de excluir da sua nominata candidatos com vida pregressa incompatível com as funções públicas, bem como deixar de punir quem pratica atos duvidosos em termos éticos, deve ser combatida pelo eleitor consciente de forma a deixar este agente no ostracismo, no limbo político. Quem, por qualquer motivo, é conhecido por falta de compostura, atos duvidosos em relação à ética e ao bem comum, deve ficar de fora do cenário político, a fim de uma purificação gradual deste meio.
O eleitor através do exercício de cidadania deve afastar da atividade política os agentes que acabam chamando mais atenção pela falta de compostura com que agem, do que pelo exemplo com que tratam do bem público. A honestidade não é proposta de governo – é o mínimo que se espera e que devemos cobrar de qualquer um, seja político ou não. Está em jogo o voto responsável! A consciência de que o voto além de ser um dever cívico, é o meio de prospectar um futuro melhor.
O eleitor não deve ser seduzido somente por um bom discurso e por candidatos que falam bonito, nem mesmo por uma campanha rica, ostensiva, que reflete a falta de comprometimento com o dinheiro. A melhor propaganda não são os cartazes dos candidatos, e sim o seu histórico de vida honesta e sua disponibilidade de servir. Um nome honrado e a credibilidade são os maiores patrimônios de uma pessoa, em especial as que se dispõe de forma corajosa, a participar da vida pública no momento atual de descrédito das instituições políticas. Além disso, os candidatos devem ter conteúdo, qualificação e uma história de vida baseada em valores positivos e de retidão, apresentando reais condições de crescer politicamente para incrementar a representatividade e força política da sociedade no qual estão inseridos.
Com um olhar atento o eleitor deve desconfiar do candidato que não apresente projetos viáveis e úteis para a comunidade e o município. O cidadão consciente e bem-informado é um eleitor atuante que sabe o valor do seu voto, e pode influenciar positivamente as pessoas à sua volta.
CARREIRA
Eduardo Gil da Silva Carreira
Médico Veterinário e Advogado
*Texto publicado na coluna Artigo (pg.6) e também no website www.diariopopular.com.br do Diário Popular (Pelotas-RS) em 2 de Julho de 2008
criado por CARREIRA
16:48 — Arquivado em: 

“O eleitor consciente é aquele que compreende, apesar dos problemas, que a polÃtica é um relevante instrumento…”
Quantos eleitores tem este perfil?
Amigo Eduardo….acredito que nesta cultura brasileira sobre polÃtica o candidato consciente é aquele candidato “transparente” em sua vida e idéias.
Basta isto para vc já adquirir a confiança do eleitor.
Acredito que isto faz parte de seu comportamento.
Um grande abraço ao nosso candidato…não esqueça do Livro “a cabeça do eleitor”…use algumas informações dos livros em seus discurssos, com certeza te deixará mais próximo dos eleitores.
abs
Comentário por Roberto de Andrade Bordin — 2 de julho de 2008 @ 10:46