26/3/08
Renovação polÃtica
No mês de outubro do corrente ano serão realizadas eleições municipais em todo o território nacional. Como sempre, será uma oportunidade de renovação, da revitalização não só das cidades, mas da própria política.
É estimulante a constatação de recente pesquisa em nossa cidade, que apontou um crescimento dos eleitores entrevistados indecisos na escolha do seu candidato a vereador, tanto no modo estimulado quanto no espontâneo, sendo que este alcançou índice de mais de 73% de indecisão. É constante o desejo de que resulte das urnas uma representação mais qualificada. A tendência dos representantes que ficam muito tempo no poder é o comodismo e isso dificulta a execução de ações muitas vezes simples, mas de grande interesse para a população. Embora, previsivelmente, ocorra a repetição de nomes de alguns eternos candidatos e mesmo de herdeiros políticos, haverá muita gente nova, novos líderes com passado recomendado e com o ideal de servir ao bem público. Mas não basta somente renovar, é imprescindível também inovar! Partir para a aplicação de formas criativas de administração pública, já testadas em outras localidades e países, que trouxeram bons resultados.
Atualmente evidenciamos uma escassez de idéias e talentos criativos, um excesso de pessoas descomprometidas com o cotidiano, abrindo caminho para gente de todo o tipo que faz da política um meio de enriquecimento. Os representantes do cidadão falham em não produzir horizontes mais amplos e projetos inovadores. Este é o momento de o cidadão buscar uma democracia recheada de idéias inovadoras, com soluções alternativas para os problemas que o afligem. Não podemos condenar o País à apatia política, em razão da conveniência de alguns agentes políticos, que visam mais ao benefício próprio em detrimento do bem comum, como forma de se manter em cargos públicos.
Há um notado movimento para dinamizar a política, resultante da insatisfação com os acontecimentos negativos no cenário político brasileiro. Para atender os anseios da grande maioria dos cidadãos que estão ávidos pela mudança, surgem pessoas preparadas que ainda vislumbram tempos melhores e de renovação na vida pública nacional, com o resgate da boa política. A renovação faz com que o político trabalhe mais para mostrar suas idéias e projetos e por via conseqüente quem ganha com isso são os cidadãos, que recebem benefícios e lucro social. Melhorar a política implica melhorar as pessoas que participam ativamente dela. Para tanto, o eleitor deve buscar nomes de candidatos novos que reúnam postura ética, competência, dinamismo e criatividade, afastando da representação política candidatos envelhecidos nos aspectos político, moral e físico. Uma nova mentalidade política se fundamenta na renovação de pessoas e de idéias!
A eleição de 2008 pode ser o começo de um caminho para tornar os mais de 126 milhões de eleitores brasileiros mais proativos. Em tempos de crise ética generalizada em que interesses particulares norteiam o trato do bem público, agir de acordo com o modo correto de se fazer política é essencial. A participação de novos nomes no cenário político, seja por convicção, pela crença em ideais ou pelo atendimento a uma vocação a ser exercida em favor dos outros demonstra a personificação do desejo de mudança! Resta ver se os eleitores irão externar este desejo de mudança nas urnas ou vão preferir os mesmos nomes de sempre. A qualidade dos políticos, assim como em toda e qualquer profissão, depende sempre da qualidade das pessoas.
Eduardo Gil da Silva Carreira
Médico Veterinário e Advogado
*Texto publicado na coluna Artigo (pg.6) e também no website www.diariopopular.com.br do Diário Popular (Pelotas-RS) em 25 de Março de 2008
criado por CARREIRA
5:04 — Arquivado em: 
