16/12/09
Apatia política
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Os acontecimentos negativos no cenário político brasileiro aumentam a distância entre os eleitores e os agentes políticos, em razão da desilusão com a atual situação da democracia representativa do país.
Isso é notório nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos quais pode-se deduzir que menos de 10% da população brasileira é filiada a algum partido político. Se tivermos a idéia de que o eleitor consciente é aquele que realmente está engajado na luta democrática pelo espaço político, independente das cores de seu partido, é decepcionante esse número. Se diminuirmos aqueles filiados que estão no partido por interesse ou conveniência, ou mesmo que tenham feito a filiação a pedido de alguém, sem estar realmente envolvidos na vida partidária, o resultado é ainda mais frustrante.
A política, por ser uma atividade nobre e que influencia diretamente a vida das pessoas deveria ser amplamente discutida, tal como o paredão do reality show, a rodada do futebol no fim de semana ou a briga das protagonistas da novela. Do mesmo modo que deixamos de lado a política, partidos e os candidatos, infelizmente, também deixamos de lado a discussão e o posicionamento sobre questões fundamentais da sociedade que participamos.
Acima de pretensões de cargos públicos, a política é atividade cívica e participação nela deve ser estimulada. Não podemos permitir que seja instalada uma apatia política na nossa sociedade. O que fazemos e deixamos de fazer pela política faz toda diferença. A política é importante e todo mundo sofre os efeitos dela, sejam esses bons ou maus. Pessoas qualificadas devem colaborar mais ativamente, pois se os melhores não cuidarem desta tarefa, a política fica na mão dos piores e medíocres, e o resultado já é conhecido. É preciso separar os aproveitadores das pessoas com qualidade, para que possamos vislumbrar caminhos melhores em substituição a este que corrói a política brasileira e afasta os bem intencionados. Se há o descontentamento com os políticos que têm mandato, é do jogo democrático votar em um candidato novo, permitindo a renovação dos quadros políticos e a alternância no poder.
A política deve ser discutida de forma séria, como um instrumento eficaz de gestão política, econômica e social para chegarmos às mudanças necessárias. O tempo não está para aventuras, pelo contrário, a demagogia, o populismo, a irresponsabilidade, o oportunismo político, só agravam os problemas. Atitudes e omissões fazem parte de nossa ação política diária. Somos responsáveis politicamente pela luta por justiça social e uma sociedade verdadeiramente democrática e para todos.
CARREIRA
Eduardo Gil da Silva Carreira
Médico Veterinário e Advogado
criado por CARREIRA
14:35 — Arquivado em: 
