Eduardo Gil da Silva Carreira

Este é um espaço onde posto minhas opiniões.Conto com a participação ativa dos amigos e visitantes para postar seus comentários.

16/12/09

Apatia política


v\:* {behavior:url(#default#VML);}
o\:* {behavior:url(#default#VML);}
w\:* {behavior:url(#default#VML);}
.shape {behavior:url(#default#VML);}
<!– /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Verdana; panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} a:link, span.MsoHyperlink {color:blue; text-decoration:underline; text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed {color:purple; text-decoration:underline; text-underline:single;} p {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}
<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} p {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}

Os acontecimentos negativos no cenário político brasileiro aumentam a distância entre os eleitores e os agentes políticos, em razão da desilusão com a atual situação da democracia representativa do país.

Isso é notório nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos quais pode-se deduzir que menos de 10% da população brasileira é filiada a algum partido político. Se tivermos a idéia de que o eleitor consciente é aquele que realmente está engajado na luta democrática pelo espaço político, independente das cores de seu partido, é decepcionante esse número. Se diminuirmos aqueles filiados que estão no partido por interesse ou conveniência, ou mesmo que tenham feito a filiação a pedido de alguém, sem estar realmente envolvidos na vida partidária, o resultado é ainda mais frustrante.

A política, por ser uma atividade nobre e que influencia diretamente a vida das pessoas deveria ser amplamente discutida, tal como o paredão do reality show, a rodada do futebol no fim de semana ou a briga das protagonistas da novela. Do mesmo modo que deixamos de lado a política, partidos e os candidatos, infelizmente, também deixamos de lado a discussão e o posicionamento sobre questões fundamentais da sociedade que participamos.

Acima de pretensões de cargos públicos, a política é atividade cívica e participação nela deve ser estimulada. Não podemos permitir que seja instalada uma apatia política na nossa sociedade. O que fazemos e deixamos de fazer pela política faz toda diferença. A política é importante e todo mundo sofre os efeitos dela, sejam esses bons ou maus. Pessoas qualificadas devem colaborar mais ativamente, pois se os melhores não cuidarem desta tarefa, a política fica na mão dos piores e medíocres, e o resultado já é conhecido. É preciso separar os aproveitadores das pessoas com qualidade, para que possamos vislumbrar caminhos melhores em substituição a este que corrói a política brasileira e afasta os bem intencionados. Se há o descontentamento com os políticos que têm mandato, é do jogo democrático votar em um candidato novo, permitindo a renovação dos quadros políticos e a alternância no poder.

A política deve ser discutida de forma séria, como um instrumento eficaz de gestão política, econômica e social para chegarmos às mudanças necessárias. O tempo não está para aventuras, pelo contrário, a demagogia, o populismo, a irresponsabilidade, o oportunismo político, só agravam os problemas. Atitudes e omissões fazem parte de nossa ação política diária. Somos responsáveis politicamente pela luta por justiça social e uma sociedade verdadeiramente democrática e para todos.

CARREIRA

Eduardo Gil da Silva Carreira

Médico Veterinário e Advogado

criado por CARREIRA    14:35 — Arquivado em: Sem categoria

Ficha limpa

<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}
<!– /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}

O Projeto de Lei Complementar que torna inelegíveis pessoas que respondem a processos na Justiça, está longe de ser uma prioridade dos atuais representantes políticos. Não há vontade da maioria para que o projeto seja votado, pois o assunto atinge em cheio um grande número de parlamentares e seus aliados nos estados e municípios.

No Dia Internacional de Combate à Corrupção (9 de dezembro) mais 200 mil assinaturas de apoio ao projeto que proíbe a candidatura de pessoas com condenações em primeira instância foram recebidas na Câmara dos Deputados, e somadas ao 1,3 milhão de assinaturas trazidas no dia 29 de setembro desse ano, por representantes de 43 entidades. Essa ideia de lançar a Campanha “Ficha Limpa” foi uma iniciativa que partiu da própria sociedade civil organizada, a partir dos comitês do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) nos estados e municípios. Com esse número de 1,5 milhão de assinaturas coletadas, em matéria de pesquisa de opinião pública, está muito claro o que a sociedade deseja.

O Art.14º da Constituição Federal prevê a inegibilidade, com o intuito de proteger a probidade administrativa, considerando a moralidade para exercício de mandato, em razão vida pregressa do candidato, tal como o processo de admissão nos concursos públicos. Em tais concursos, para que o candidato assuma sua função é exigida certidão de antecedentes criminais e outra série de requisitos. Porque não se exigir também dos candidatos a cargos eletivos o mesmo procedimento? Afinal, os políticos eleitos serão os Chefes do Executivo ou os representantes do povo no legislativo. Nada mais justo do que a pessoa esteja de “Ficha Limpa” para concorrer aos pleitos eleitorais.

Os partidos também possuem a sua parcela de culpa. Não é admissível que o partido considere bom candidato um cidadão com diversos processos ou mesmo condenações em primeira instância. Eventuais ações penais aliadas a outros desabonadores fatos públicos e notórios, tornam suficientemente evidente uma vida pregressa incompatível com a dignidade dos cargos públicos. Para o exercício da representação político-eletiva são elementares valores como a responsabilidade, autenticidade, ética e moralidade. A boa política é possível com a participação de novos nomes íntegros nesse cenário, dispostos a se dedicar às questões públicas com seriedade e competência, sem desvios de conduta.

Eduardo Gil da Silva Carreira

Médico Veterinário e Advogado

criado por CARREIRA    14:33 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

Caixa de Pandora

<!– /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Tahoma; panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”; color:windowtext;} a:link, span.MsoHyperlink {color:blue; text-decoration:underline; text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed {color:purple; text-decoration:underline; text-underline:single;} strong {mso-ansi-font-size:8.0pt; mso-bidi-font-size:8.0pt; font-family:Tahoma; mso-ascii-font-family:Tahoma; mso-hansi-font-family:Tahoma; mso-bidi-font-family:Tahoma; color:#282211;} p {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”; color:#06082C;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}
<!– /* Font Definitions */ @font-face {font-family:Tahoma; panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:”"; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”; color:windowtext;} a:link, span.MsoHyperlink {color:blue; text-decoration:underline; text-underline:single;} a:visited, span.MsoHyperlinkFollowed {color:purple; text-decoration:underline; text-underline:single;} strong {mso-ansi-font-size:8.0pt; mso-bidi-font-size:8.0pt; font-family:Tahoma; mso-ascii-font-family:Tahoma; mso-hansi-font-family:Tahoma; mso-bidi-font-family:Tahoma; color:#282211;} p {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:”Times New Roman”; mso-fareast-font-family:”Times New Roman”; color:#06082C;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} –>
/* Style Definitions */
table.MsoNormalTable
{mso-style-name:”Tabela normal”;
mso-tstyle-rowband-size:0;
mso-tstyle-colband-size:0;
mso-style-noshow:yes;
mso-style-parent:”";
mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;
mso-para-margin:0cm;
mso-para-margin-bottom:.0001pt;
mso-pagination:widow-orphan;
font-size:10.0pt;
font-family:”Times New Roman”;
mso-ansi-language:#0400;
mso-fareast-language:#0400;
mso-bidi-language:#0400;}

O mito grego da filha primogênita de Zeus, Pandora, que acabou abrindo uma caixa onde estavam todos os males do mundo, inspirou o nome da operação da Polícia Federal deflagrada no Distrito Federal na última semana. Entretanto, na mitologia, Pandora consegue fechar a caixa antes que a esperança pudesse sair.

Faço referência ao provável resultado do que vem sendo noticiado sobre o Distrito Federal. A Executiva Nacional do partido do governador José Arruda decidirá até o dia 10 de dezembro sobre a sua expulsão. Mas, Arruda tem um grande defensor, o presidente Lula, que declarou que “as imagens não falam por si”.

Ao contrário do presidente, o partido não se omitiu e encaminhou as devidas providências, instaurando um processo disciplinar com pedido de expulsão do governador. O processo está baseado nos termos estatutários e nos princípios democráticos de Direito, ou seja, considerando o direito à defesa, ao contraditório.

É bem possível que o partido do governador, ao enfrentar essa crise, saia mais fortalecido do que antes. Entretanto, será necessário cortar na própria carne, isto é, expulsar do quadro partidário o único governador eleito por esse partido. Nunca antes na história desse país uma agremiação política tomou tal decisão em casos análogos. Sendo assim, o partido continuará merecendo o respeito e a confiança de toda a sociedade brasileira.

CARREIRA

Eduardo Gil da Silva Carreira

Médico Veterinário e Advogado

criado por CARREIRA    14:30 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

6/8/09

Pré-candidatos

Os políticos sabem quão efêmero é o tempo para quem manda e quão longo ele é para quem deseja mandar

Pe. César Moreira

 

Há cerca de quinze meses das eleições gerais de 2010, e menos de doze meses do início da campanha, somente na Câmara de Vereadores de Pelotas já existem pelo menos cinco supostos pré-candidatos/a à deputado/a, seja na esfera estadual ou na federal. Este número ainda pode aumentar, chegando até mais da metade dos eleitos pela sociedade em 2008.

A forte concorrência e o número exagerado de candidatos acabam prejudicando a representação política da cidade e região, ou mesmo a deixando sem representação. Essa grande quantidade de concorrentes poderá transformar a disputa em uma incógnita completa, por conta da pulverização dos votos. Apesar da contrariedade ao número exagerado de candidatos, a democracia permite, e deve ser praticado o multipartidarismo. No entanto, os próprios partidos é que tem a responsabilidade de apresentar candidatos com um maior grau de capacidade para representar seus ideais, valorizando a méritocracia, permitindo concorrer aos cargos políticos pessoas com adequada qualificação e preparo para tal.

A pulverização local dos votos concorre também com a presença de candidatos que politicamente não são da região, e que só aparecem no município em período eleitoral. É preciso uma mobilização suprapartidária para alcançar o consenso e eleger candidatos que representem a cidade e região, já que é necessário ter votos também fora do município para obter uma cadeira no parlamento estadual ou federal. O atual quadro político reflete o exposto; temos somente um deputado federal e um deputado estadual, mesmo sendo o terceiro maior colégio eleitoral do Estado com cerca de 243 mil eleitores aptos a votar, apenas atrás de Porto Alegre e Caxias do Sul. A dificuldade no encaminhamento de recursos e ações voltadas para melhores condições de vida, a carência de investimentos, o descaso e o abandono continuam a mercê de uma isolada atuação política.

Mas o problema não está somente no eleitor, mas sobretudo na nossa classe política. Deveriam os eleitos valorizar a sua eleição, que estão tão somente a oito meses no exercício do mandato e já vislumbram concorrer a um novo pleito. Tal pretensão pode ofuscar a melhor atuação do agente político, ou seja, não focar sua atenção para a obrigação do momento: a atuar como legislador e fiscal do executivo. Não devem só gozar da visibilidade para almejar novo cargo. Isto é, se eleitos vereadores, estes deveriam permanecer nesta função pública pelo total período do mandado, permitindo, apoiando e estimulando que novos agentes políticos venham a concorrer e fortalecer a representação política do município. Embora não devidamente valorizado, o exercício da vereança é que mais requer atenção, pois é quando o político tem um contato mais próximo com os eleitores, a cidade e seus problemas e necessidades. Bem como pode experimentar o seu preparo, até então mais teórico do que prático, e demonstrá-lo efetivamente para depois buscar a ascensão na carreira política.

Quando eleitos, nossos representantes falam e agem em nome da sociedade. Assim, a ação do eleito deve refletir a vontade daqueles que o elegeram para o cargo. Eventualmente eleitos como deputados os atuais vereadores cumprirão somente a metade do mandato para o qual concorreram. E consequentemente, serão substituídos por suplentes, que podem ou não ter o mesmo preparo e qualificação do atual vereador, com uma possível queda da qualificação da Câmara Municipal. Não é crível que os nossos políticos sejam ambiciosos, interesseiros e descomprometidos com os interesses do povo que os escolheu para compor o Legislativo do Município. Não que um político, ou alguém que almeje uma vida política, não possa pretender alçar vôos mais longos na esfera estadual ou federal. Ocorre que a vida política deve obedecer uma escalada gradativa de cargos, e cada um a seu tempo, ainda mais para quem não tem histórico político na própria vida ou da família.

O eleitor não deve ficar omisso nem apático! É ele que detém o poder do voto! O sensato é mobilizar apoios que aglutinem em torno de nomes possíveis de encantar o eleitorado e garantir a importante vaga nas casas legislativas estaduais e federais. Quando a população restringe a opinião, inibe o surgimento de fracas representações políticas aptas a concorrer. A vontade popular pode determinar o fato de ter poucos candidatos em uma cidade.


CARREIRA

Eduardo Gil da Silva Carreira

Médico Veterinário e Advogado

    ***Texto publicado na seção Artigos do jornal Diário Popular em 6 de agosto de 2009

criado por CARREIRA    10:41 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, , ,

13/7/09

Capacitação técnica dos agentes políticos

Não bastando os recorrentes escândalos que ocorrem no meio político, outra recente constatação é alarmante: eleição após eleição há uma baixa qualificação dos gestores e legisladores municipais.

Um dos motivos aparentes pode ser que mais da metade dos 127,4 milhões de eleitores brasileiros sabe apenas ler e escrever ou não concluiu o 1º grau. Tal carência na educação formal de forma alguma invalida a decisão eleitoral de cada um, mas dificulta o discernimento e influi na qualidade da escolha. Em razão disso Câmara dos Deputados está analisando a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 337/09, que estabelece a criação, pelos estados, de escolas de formação para candidatos a cargos eletivos municipais. O objetivo é promover a capacitação técnica dos futuros candidatos, e consequentemente gestores mais qualificados. Não é raro que o candidato em campanha desconheça os limites da competência do cargo ao qual está concorrendo, e por consequência alguns sejam eleitos sem o completo conhecimento das atribuições que exercerão após a posse. De acordo com o texto da proposta, os pretensos candidatos aos cargos de prefeito ou vereador deverão fazer o curso, com duração mínima de 200 horas/aula. O interessante é que a apresentação de certificado fornecido pela escola de formação, seria uma condicional para o registro da candidatura. Assim como em qualquer profissão haveria também a exigência de diplomas e certificados para o exercício da função público eletiva.

A baixa qualificação resulta na ineficiência da área administrativa, decorrendo em especial o exercício incorreto das funções pelos agentes políticos.  Assim, ao contrário de promover o desenvolvimento há o não atendimento das necessidades da localidade, tendo em vista que tais mandatários não conseguem desempenhar a contento suas funções. A qualificação poderá motivar os eleitores a exercerem com responsabilidade o seu direito de voto, mesmo diante dos muitos fatos que contribuíram para o descrédito das instituições políticas. Com a exigência da demonstração de conhecimento básicos e técnicos aplicáveis ao cargo pleiteado, é esperada uma função pública municipal muito mais eficiente e apta a lidar com os problemas locais, tratando com criatividade e competência as dificuldades cotidianas, dentro das limitações encontradas, sobretudo de ordem financeira. Ao mesmo tempo, os legisladores saberão exercer de forma completa e eficaz suas competências constitucionais.

É imprescindível manter na mente das novas gerações de políticos a perspectiva da prosperidade com qualificação. Alguns eleitores já entenderam que para conseguir alcançar as melhorias na sociedade, são necessários agentes políticos com qualificação e habilidade para adquirir conhecimentos. É muito importante que os ocupantes da câmara e do paço municipal estejam habilitados e qualificados para manter o contato necessário com a representação política nacional, e que principalmente tenham acesso à esfera política superior. Os representantes eleitos precisam ser competentes e estar preparados para demonstrar força política, ou ao menos, interesse em consegui-la, atuando politicamente através de uma ação inovadora, inteligente e coerente, acima dos interesses individuais.

Embora ainda não analisada a admissibilidade da PEC pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, é de muito bom tom a capacitação dos interessados em exercer cargos no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo municipais, bem como fortalecer e melhorar o exercício da função público-política nos municípios brasileiros. A qualidade de representação e força política, assim como toda e qualquer atividade, depende sempre da qualidade das pessoas envolvidas no processo.

CARREIRA

Eduardo Gil da Silva Carreira

Médico Veterinário e Advogado

* Texto publicado na seção Artigos do jornal Diário Popular

 

 

 

criado por CARREIRA    17:42 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:

13/3/09

Política e sociedade

É evidente a frustração de quem deseja a ética na política e acredita na restauração da dignidade dos homens públicos. Já não surpreendem as denúncias envolvendo políticos que usam seus para obter vantagens pessoais. Figuras execradas no passado estão de volta como protagonistas. Mas, apesar de tudo, a boa política ainda é um meio fascinante de promoção do bem público.

Vivemos um momento em que a política tem a credibilidade constantemente arranhada. A sociedade se questiona sobre a extensão do desprestígio e da desvalorização dos políticos. Mas alguém tem que se ocupar da tarefa de governar. Os raros homens públicos sérios estão fora de moda e a renovação é lenta. É preciso separar os aproveitadores das pessoas com qualidade, para que possamos vislumbrar caminhos melhores em substituição a este que corrói a política brasileira e afasta os bem intencionados. Pessoas qualificadas devem colaborar mais ativamente, pois se os melhores não cuidarem desta tarefa, a política fica na mão dos piores e medíocres. Acima de pretensões de cargos públicos, a política é atividade cívica e participação nela deve ser estimulada. O que fazemos e deixamos de fazer pela política faz toda diferença. A política é importante. Afeta a vida e o futuro da sociedade diretamente; todo mundo sofre os efeitos da política, sejam estes bons ou maus.

O bom exercício da política exige como pressuposto a inserção do indivíduo num processo contínuo de aperfeiçoamento; esse processo não pode ser estático. Nesse sentido, conhecer e avaliar os candidatos e parlamentares deve ser ação contínua de parte do cidadão-eleitor. A omissão, em qualquer aspecto da nossa vida, significa deixar que os outros escolham por nós. Informação e atitude de cada cidadão podem transformar o cenário político, tornando-os menos complacentes e tolerantes com políticos acusados de envolvimento em práticas ilícitas. Existem várias formas de fazer isso: acompanhando as transmissões de rádio e TV; lendo os jornais e revistas; fazendo questão de ver como vota o seu representante; e manifestando-se contra ou a favor dele. Esta atividade requer persistência para exigir dos representantes e das instituições governamentais o atendimento dos interesses coletivos, exigindo transparência e integridade de quem nos representa. A crítica genérica, que nivela por baixo o comportamento dos parlamentares, torna-se inútil.

O agente político deve ter vocação pra servir o público, e ter como principal objetivo fazer alguma coisa capaz de melhorar a vida em sociedade. Também é essencial qu se tenha visão superior da atividade política, visão de futuro, coragem pra manter decisões, disponibilidade para ouvir, bem como capacidade de influenciar os outros nas negociações. A negociação política não é necessariamente obscura; é preciso flexibilidade sem perda de valores para costurar alianças, buscando o máximo de aproveitamento possível, cedendo em alguns pontos pra preservar o essencial. O bom político sabe escolher o momento certo de agir, sem se aproveitar das ocasiões.

A política deve ser discutida de forma séria, como um instrumento eficaz de gestão política, econômica e social para chegarmos às mudanças necessárias. O tempo não está para aventuras, pelo contrário, a demagogia, o populismo, a irresponsabilidade, o oportunismo político, só agravam os problemas. Atitudes e omissões fazem parte de nossa ação política diária. Somos responsáveis politicamente pela luta por justiça social e uma sociedade verdadeiramente democrática e para todos.

CARREIRA

Eduardo Gil da Silva Carreira

Médico Veterinário e Advogado

*** Texto publicado na seção Artigo do jornal Diário Popular de 13 de março de 2009.

 

 

 

 

 

criado por CARREIRA    11:29 — Arquivado em: Sem categoria

11/11/08

Dia Mundial do Diabetes

Dia 14 de novembro será celebrado em vários pontos do globo o Dia Mundial do Diabetes, com eventos de conscientização e esclarecimentos sobre esta enfermidade que é considerada o mal do século XXI. Esta data foi implementada em 1991 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), adotando o círculo azul como o símbolo oficial da Diabetes. Este ícone simboliza vida, saúde e união no combate ao flagelo mundial que é esta doença.
Para chamar a atenção da importância do tratamento da enfermidade, desde o ano passado a International Diabetes Federation lançou a idéia de iluminar de azul alguns monumentos de várias cidades. Em 2007 foram 279 monumentos iluminados espalhados pelo mundo. Há pouco mais de um mês, a tradicional iluminação azul já foi confirmada em pelo menos 100 monumentos em mais de 25 países. Esse ano, a meta é chegar a 500 locais com a luz azul pelo mundo inteiro. O Brasil participou ano passado com cerca de 50 pontos de luz azul, entre eles Hospital Moinhos de Vento e o Instituto da Criança com Diabetes – ambos em Porto Alegre (RS), e já confirmados este ano também.
A cada ano o Dia Mundial do Diabetes enfoca um tema especial. Os escolhidos no passado incluem diabetes e direitos humanos, diabetes e estilo de vida e o custo do Diabetes. O tema escolhido para 2007 e 2008 é Diabetes em Crianças e Adolescentes. De 2009 a 2013 o tema será Educação e Prevenção do Diabetes. O objetivo principal da campanha 2008 é lutar para que nenhuma criança fique sem tratamento ou morra por causa do Diabetes. As novas estatísticas da International Diabetes Federation (IDF) mostram que a cada ano mais de 70 mil crianças desenvolvem diabetes tipo 1. Pelo mundo, 440 mil crianças com menos de 14 anos têm diabetes tipo 1. O tipo 2, que antes se desenvolvia apenas em adultos, está aumentando com uma rapidez alarmante, especialmente entre minorias étnicas. Esse fato é decorrência da obesidade e falta de atividade física. Atualmente, mais de 200 crianças desenvolvem diabetes a cada dia.
O Diabetes é um inimigo silencioso que já atinge mais de 160 milhões de pessoas. Mais alarmante que o alto percentual de portadores é a constatação de que quase 50% dos diabéticos desconhecem sua condição. E, ainda mais grave, mais de 20% das pessoas sabidamente diabéticas não fazem nenhum tipo de tratamento. Segundo estimativas da OMS ao longo do próximo milênio essa proporção chegará a um entre cada cinco habitantes do planeta. A doença está associada às principais causas de mortalidade do homem moderno. Por trás de um derrame vascular cerebral, de um infarto do miocárdio ou de uma insuficiência renal crônica, na maioria das vezes esconde-se a dificuldade do organismo em absorver a glicose, um açúcar que é a mais importante fonte de energia do corpo humano. Isso porque a insulina, a chave que abre as células para a entrada dessa energia, não está sendo produzida em quantidade suficiente pelo pâncreas.
Por décadas, pesquisadores e cientistas tentam descobrir a causa do Diabetes. Até agora a resposta não foi encontrada. Genes, ambiente e hereditariedade podem ter seu papel nesta história. O que é sabido é que algumas pessoas são mais propensas do que outras a ter Diabetes. Controlar o Diabetes significa controlar a glicemia. Em 1921 dois cientistas canadenses, Dr. Fred G. Banting e Charles H. Best, descobrem a insulina, transformando o Diabetes de doença fatal em mal controlável.
Apesar dos inúmeros avanços, não se pode falar em cura, mas sim de uma convivência sem traumas com a doença, o que é perfeitamente possível pelo uso de drogas potentes para regular o metabolismo associadas a um amplo conceito de qualidade de vida. Esta qualidade de vida passa por alimentação balanceada, exercícios físicos regulares, consultas médicas, medicação e monitorização. Cuidar bem do Diabetes é essencial, mas não é uma tarefa muito fácil, até porque as medidas necessárias exigem mudanças comportamentais.

CARREIRA
Médico Veterinário, Advogado e Diabético

criado por CARREIRA    10:22 — Arquivado em: Sem categoria

7/7/08

Menos do mesmo

Encerrado o período de convenções municipais e coligações, restaram as nominatas dos candidatos aos cargos dos poderes executivo e legislativo. As novas opções, aparentemente em maior número, têm condições de atender as expectativas dos cidadãos e promover a renovação dos agentes políticos, tão desejada pela sociedade.
A dificuldade de substituição dos quadros da política-partidária brasileira é uma realidade que parece estar no fim. Pessoas de bem e capazes estão colocando os seus nomes à disposição dos partidos, e consequentemente dos eleitores. Disputando o poder executivo local estarão apenas três candidatos que já estiveram sentados na cadeira de Prefeito Municipal. No poder legislativo, em razão de alguns membros da Câmara se afastarem para concorrer ao cargo de Vice-Prefeito ou espontaneamente se distanciarem da atividade política, há uma previsão de renovação de mais de 40% do número de cadeiras da próxima Legislatura. Ainda há de se considerar a exclusão de edis que, por não honrarem o cargo para o qual foram eleitos, foram e/ou serão judicialmente retirados do Legislativo Municipal. No entanto, como a atual legislação permite o exercício de mandatos ininterruptos para vereador, o que favorece o personalismo político e obstrui o surgimento de novas lideranças, haverá a já esperada repetição de nomes da atual composição da Câmara. É facilmente perceptível que na intenção da reeleição os parlamentares afastam da discussão os projetos impopulares e polêmicos, usando o interesse próprio em detrimento do bem comum. Não há um maior esforço para realizar o real objetivo da atividade política, ou seja, a gestão da coisa pública. Assim como ocorre nos cargos de Presidente da República, Governador e Prefeito, para um fortalecimento da democracia a reeleição nas esferas municipais, estaduais e federais do Poder Legislativo, também deveria ser limitada a um único período subseqüente ao mandato.
Quanto mais mobilidade houver no poder, melhor será para todos os cidadãos. As eleições promovem justamente isto, ou seja, servem para viabilizar a alternância das pessoas e/ou grupos no exercício no poder, constituindo numa forma privilegiada de oxigenar o sistema político. Políticos eternos, arraigados ao poder representam atraso, comodismo e formação de coronelismo, clientelismo e assistencialismo. Com o descrédito na política e o esvaziamento das atividades legislativas, substituída por outorga de homenagens, vislumbra-se o cenário propício ao surgimento de novos nomes em troca aos da política tradicional, a fim de atender os anseios da população.
A sociedade em geral clama por uma reforma! Por uma forma diferente do exercício da política, pelo resgate da boa política e de seus representantes. A própria renovação traz uma nova mentalidade exigindo que os políticos sejam mais dinâmicos, mais criativos e habilidosos nas negociações para encaminhar seus projetos. Esta previsão de alteração do status quo, associada à insatisfação com as instituições políticas e os representantes eleitos, sugere uma revitalização da representação política municipal. Somente com a ampliação da participação democrática do cidadão comprometido, poderemos falar em um real fortalecimento da política, que beneficiará toda a sociedade.
Está na hora do apoio, do crédito ao surgimento de novos nomes na política! O pleito é o momento ideal para revigorar a administração, combater a vaidade e os projetos pessoais de alguns que impedem espaço para o surgimento de novos candidatos, repetindo a mesmice, que todo mundo está cansado de ver e criticar. Cabem ao eleitor a coragem e a responsabilidade de extirpar os ditos políticos profissionais, desgastados, sem força política, que pouco ou nada contribuíram com o município, dando um basta ao continuísmo eleitoreiro, para promover a maior renovação política jamais vista em Pelotas!

CARREIRA
Eduardo Gil da Silva Carreira

Médico Veterinário e Advogado

criado por CARREIRA    11:05 — Arquivado em: Sem categoria

1/7/08

Consciência Eleitoral

Com a proximidade das eleições de outubro muito vai se falar em voto consciente e eleitor consciente. Mas o que realmente é esta consciência eleitoral? È sabido que a maioria das pessoas pouco se interessa por política, e nem se preocupa em acompanhar o jogo de poder. O interesse aumenta somente na época de eleição, até porque o cidadão é obrigado a votar. Poucos participam ativamente do processo eleitoral. Isto é evidente nos números: no Brasil cerca de apenas 9% do eleitorado de 126 milhões é filiado a partidos políticos.
O eleitor consciente é aquele que compreende, apesar dos problemas, que a política é um relevante instrumento do desenvolvimento de toda sociedade. Este eleitor analisa as propostas e conhece a história dos candidatos e partidos, acompanha os debates, participa de organizações sociais ou comunitárias, e eventualmente pode participar das reuniões políticas. Os eleitores conscientes entendem a importância do voto para a construção da cidadania, e que a política e os políticos, por vezes, não fazem por merecer o seu voto. Mas, sabem também, que ser cidadão implica em participar ativamente, repensando atitudes, e se necessário alternando pessoas e partidos no poder.
A confiança é condição primeira para qualquer relacionamento, em especial o de representatividade política. Embora os partidos políticos deixarem a desejar quanto a sua responsabilidade na seleção de membros, que está longe de ser rigorosa, chegando a alguns momentos divergir da ética da sociedade e beirar ao deboche, o eleitor deve selecionar pessoas confiáveis e com credibilidade para ocuparem os cargos públicos. A omissão da agremiação partidária de excluir da sua nominata candidatos com vida pregressa incompatível com as funções públicas, bem como deixar de punir quem pratica atos duvidosos em termos éticos, deve ser combatida pelo eleitor consciente de forma a deixar este agente no ostracismo, no limbo político. Quem, por qualquer motivo, é conhecido por falta de compostura, atos duvidosos em relação à ética e ao bem comum, deve ficar de fora do cenário político, a fim de uma purificação gradual deste meio.
O eleitor através do exercício de cidadania deve afastar da atividade política os agentes que acabam chamando mais atenção pela falta de compostura com que agem, do que pelo exemplo com que tratam do bem público. A honestidade não é proposta de governo – é o mínimo que se espera e que devemos cobrar de qualquer um, seja político ou não. Está em jogo o voto responsável! A consciência de que o voto além de ser um dever cívico, é o meio de prospectar um futuro melhor.
O eleitor não deve ser seduzido somente por um bom discurso e por candidatos que falam bonito, nem mesmo por uma campanha rica, ostensiva, que reflete a falta de comprometimento com o dinheiro. A melhor propaganda não são os cartazes dos candidatos, e sim o seu histórico de vida honesta e sua disponibilidade de servir. Um nome honrado e a credibilidade são os maiores patrimônios de uma pessoa, em especial as que se dispõe de forma corajosa, a participar da vida pública no momento atual de descrédito das instituições políticas. Além disso, os candidatos devem ter conteúdo, qualificação e uma história de vida baseada em valores positivos e de retidão, apresentando reais condições de crescer politicamente para incrementar a representatividade e força política da sociedade no qual estão inseridos.
Com um olhar atento o eleitor deve desconfiar do candidato que não apresente projetos viáveis e úteis para a comunidade e o município. O cidadão consciente e bem-informado é um eleitor atuante que sabe o valor do seu voto, e pode influenciar positivamente as pessoas à sua volta.

CARREIRA
Eduardo Gil da Silva Carreira

Médico Veterinário e Advogado

*Texto publicado na coluna Artigo (pg.6) e também no website www.diariopopular.com.br do Diário Popular (Pelotas-RS) em 2 de Julho de 2008

criado por CARREIRA    16:48 — Arquivado em: Sem categoria

17/6/08

Convenções Municipais

Nos próximos dias do corrente mês estarão sendo realizadas as convenções municipais, nas quais os partidos políticos escolherão os candidatos para o pleito de outubro. Durante as convenções também serão debatidas as coligações partidárias para as eleições majoritárias e proporcionais.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que em outubro de 2007, prazo final para a filiação de eventuais candidatos para as eleições de outubro de 2008, foi superado o recorde do número de eleitores filiados. Embora isto demonstre uma maior consciência política e fortalecimento das agremiações partidárias, é fundamental que os partidos assumam e cumpram com rigor e eficiência o papel que lhe compete na real democracia, ou seja, selecionar de maneira democrática e responsável a nominata de candidatos à altura da demanda dos cidadãos. É essencial que os partidos políticos estejam comprometidos com a idoneidade de seus filiados.
A palavra candidato deriva de cândido, ou seja, puro, limpo, imaculado. Não é admissível que um partido considere bom candidato um cidadão que aja publicamente de forma desonrosa, sem legitimidade ética, com processos em andamento, e que mesmo assim se habilita para exercer um cargo público. É responsabilidade dos partidos uma triagem criteriosa que demonstre o propósito de moralizar a política e ter representantes melhor qualificados. A apresentação de nominata de candidatos com critérios de vida e ética, e reais condições de disputar um pleito é compatível com o intuito de proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício de mandato, honrando os votos recebidos e dignificando a boa política.
Os partidos devem apresentar candidatos com grau de capacidade e valores adequados que reflitam seus ideais. A qualidade de um partido se traduz tanto no Programa Partidário quanto na escolha correta de nomes para representá-lo. Expurgar candidatos inadequados representa uma depuração da associação partidária. Este maior rigor ético na seleção dos nomes é uma demanda da opinião pública contra os hábitos enraizados e destrutivos da moralidade política. Como em qualquer atividade a qualidade da política está intimamente relacionada à qualidade das pessoas envolvidas no processo político.
A baixa qualificação e a falta de comprometimento ético permitem facilmente que a corrupção se espraie. Expressões como “todo mundo faz assim” e “não adianta que não vai mudar” devem ser visceralmente combatidas. E toda a sociedade deve se envolver para erradicar a corrupção e motivar atitudes positivas. Embora o TSE permita o registro de candidaturas de políticos que respondam a processos judiciais, é necessário que o eleitor consciente transforme a sua indignação em ação. Tendo como exemplo o americano Barack Obama, com seu slogan de campanha Yes, we can chage (Sim, nós podemos mudar), o eleitor deve assumir o papel de melhor escolher seus representantes, promovendo uma virada ética. A conscientização dos partidos e a exigência dos eleitores permitirão uma representação política mais qualificada. A verdadeira disputa para a moralização das eleições está entre a classe política e a sociedade.
O cidadão através do voto, tem em suas mãos a possibilidade de escolha de candidatos com qualidades positivas compatíveis com a função política, com conhecimento em sentido amplo e identificados com as causas defendidas pelo partido a que pertence.

CARREIRA
Eduardo Gil da Silva Carreira

Médico Veterinário e Advogado

*Texto publicado na coluna Artigo (pg.6) e também no website www.diariopopular.com.br do Diário Popular (Pelotas-RS) em 19 de Junho de 2008

criado por CARREIRA    17:41 — Arquivado em: Sem categoria
Posts mais antigos »
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://egcarreira.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.